Primeiro Artigo

Parte 1: Traçando Meu Caminho na Engenharia

Iniciamos aqui uma série de artigos em nosso blog, um espaço onde irei explorar temas cotidianos e qualquer assunto que me inspire, contanto que seja relevante, é claro!

Hoje, vou abrir um pouco mais a minha história para que possamos construir essa jornada juntos. Prepare-se para embarcar nessa história repleta de reviravoltas e desafios.

Eu sou aquela garota que veio do interior, de Pará de Minas, cheia de fé em Deus, trazendo consigo sonhos e determinação para Belo Horizonte. A motivação? Principalmente a busca por uma vida mais promissora após a dolorosa separação dos meus pais, quando a vida ficou extremamente árdua. Para mim, a educação sempre foi uma espécie de salvação. E acredite se quiser, eu sonhava em seguir medicina, e por dois anos segui essa paixão. Cheguei até a conquistar vagas em universidades particulares, porém, as limitações financeiras impediam até mesmo que eu pagasse pela passagem de ônibus. Mas a semente da engenharia já havia sido plantada. Logo você entenderá como isso aconteceu…

Meu primeiro emprego formal surgiu quando eu tinha apenas 15 anos, no McDonald’s. O salário mal cobria a conta de luz de casa, e olhe lá! Esses foram tempos difíceis, mas eles me ensinaram valiosas lições sobre trabalho em equipe e processos. Cresci de maneira que nem imaginava! Logo depois, assumi temporariamente o posto de uma recepcionista em uma empresa de engenharia especializada em reforço e recuperação de estruturas de concreto. E foi nesse intervalo que surgiu uma oportunidade que mudou o rumo da minha vida: secretária da diretoria técnica. Recordo-me de decifrar aquela letrinha miúda, linda, escrita em papel quadriculado, onde o Dr. Paulo Petrucci (minha grande inspiração) registrava suas propostas técnicas. E assim, quase sem perceber, fui fisgada pelo fascinante mundo da engenharia. Enquanto digitava as propostas, percebia a riqueza de conhecimento que estava ali e o quanto eu poderia aprender! Nem preciso dizer que, inspirada pelo Engenheiro Alexandre Ribeiro, meu colega de trabalho, acabei convencida a prestar vestibular para Engenharia. As notas que eu alcançava na federal nos meus esforços para medicina eram mais do que suficientes para ingressar em Engenharia, mas havia um porém: precisava trabalhar e estudar à noite. Por isso, optei pela Fumec e para conseguir concluir o curso de Engenharia de Produção Civil recorri ao Financiamento Estudantil.

E foi uma fase maravilhosa da minha vida! Conheci amigos que permanecem até hoje! Tive a oportunidade de estagiar em uma empresa especializada em reforço e recuperação de estruturas durante todo o período da graduação, onde fui exposta a diferentes aspectos da engenharia. Trabalhei em compras, licitações, recursos humanos e, quando possível, acompanhava a equipe técnica nas obras da cidade. 

Então, finalmente formei com honras para orgulho da família e entrei em uma fase empolgante da minha vida. 

Decidi dar um passo a mais e embarquei em um MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Nesse momento, meu interesse pela engenharia estava solidificado, e eu ansiava por mergulhar em desafios maiores. Foi quando comecei a participar de processos de trainee, o que me levou a uma construtora. Durante esse período, tive a sorte de cruzar o caminho do meu marido, marcando uma época de grandes realizações pessoais e profissionais.

Nessa fase áurea da minha carreira, as oportunidades na engenharia pareciam não ter fim, principalmente no campo de obras prediais que tanto me fascinava. As portas estavam se abrindo e eu estava pronta para enfrentar o que viesse pela frente. E não é que o destino sabia exatamente para onde me levar?

Parte 2: Desafios e Oportunidades

Um colega, Toninho, com quem trabalhava na construtora que eu era trainee, mudou para uma empresa de São Paulo. Eu focada em predial ficava babando nos stands maravilhosos dessa construtora paulista, que trouxe projetos incríveis para Belo Horizonte. Este meu colega então me indicou, e logo recebi um convite para uma vaga nessa empresa que eu tanto queria. Com determinação, superei o processo seletivo e em uma conversa franca com o Thiago Pedreira, meu futuro gestor, abri o jogo: “Eu ainda não sei muito sobre construção predial na prática, mas aprendo rápido!”. Felizmente, ele acreditou em mim naquele momento e essa chance me colocou em uma obra composta por três enormes torres. 

E assim, meu aprendizado ganhou novas dimensões. Cada desafio era uma lição, e a cada obstáculo superado, minha confiança crescia. Tive o privilégio de trabalhar com gestores incríveis e uma equipe que sempre se apoiava mutuamente. Além disso, a empresa tinha uma forte pegada de sustentabilidade, um tema que sempre me atraiu. Isso me motivou a me aprofundar ainda mais e a fazer uma pós-graduação em Edifícios Sustentáveis na FUMEC.

Depois de algum tempo, tive a honra de iniciar um projeto do zero e depois novos desafios surgiram em outras obras. Mas após a entrega desses projetos, minha jornada tomou um novo rumo. Recebi um convite do Fabiano Delvaux para assumir a gestão da assistência técnica pós-obra. No começo, admito que tinha dúvidas, afinal, não imaginava que minha carreira tomaria esse rumo. Mas a oferta era um desafio daquele! Aceitei. 

Foi nesse papel que compreendi a importância de fechar ciclos em obras. Quando estamos na linha de frente da construção, acreditamos estar fazendo tudo certo, seguindo processos e entregando produtos excelentes. No entanto, o verdadeiro teste vem quando o empreendimento começa a ser utilizado. A construção de edifícios ainda possui uma pegada artesanal, e onde há pessoas, há problemas, não tem jeito.

Assumir essa responsabilidade me mostrou que sempre há espaço para melhorias e que a retroalimentação é fundamental na engenharia. A construção é um ciclo desafiador, com concorrência por mão de obra, equipamentos e materiais. A rotatividade de equipe foi inevitável em um mercado tão aquecido como naquela época, e isso impactou nos produtos entregues no período de diversas construtoras. Minha missão era gerenciar as expectativas e resolver tecnicamente os problemas que surgiam após a conclusão das obras. Para me preparar ainda mais, ingressei em uma pós-graduação em Patologias em Obras Civis no IDD, que me proporcionou conhecimento valioso e casos a serem decifrados.

Minha trajetória na assistência técnica aconteceu simultaneamente à maternidade e a outras demandas profissionais. Gerenciei a filial quando minha amiga Mairla assumiu novos desafios em São Paulo. Apesar da falta de novas obras em BH, a gestão da assistência técnica, clientes, carteira e aspectos jurídicos permanecia forte. Em algumas conversas com meu diretor na época, Silvio Gava, traçamos algumas estratégias que eu assumisse a gestão completa, conciliando essa responsabilidade com outros projetos profissionais.

Parte 3: O Nascimento da Olívia Empreendedora

E assim floresceu Olívia empreendedora. Minha jornada deu um novo rumo com a criação da O2E Engenharia e Gestão, em 2017. Em parceria com dois amigos que ganhei durante a faculdade, fundamos a empresa. À medida que avançávamos, ganhamos uma nova sócia, uma amiga incrivelmente competente e que se tornou minha grande companheira nessa jornada. Nossa empresa assumiu a gestão da filial BH da empresa de São Paulo onde eu estava atuando. Com esse portfólio, iniciamos nossa trajetória na Gestão de manutenção, inspeção predial e assessoria técnica.

Nesse período, nos envolvemos em diversos projetos empolgantes e conseguimos desenvolver metodologias para a gestão técnica de diversos condomínios. Foi um período de aprofundamento técnico na área de inspeção predial avançada, perícias, adoção de novas tecnologias, participação em workshops, networking, e conexões com profissionais renomados, tudo para proporcionar a melhor experiência possível aos nossos clientes.

Com toda a bagagem adquirida e construída na O2E, me filiei ao IBAPE – Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, ampliando a credibilidade das entregas de nossos laudos técnicos. Minha sócia e eu lideramos a empresa até o final de junho de 2023. Esse tempo na O2E representou uma experiência ímpar como empreendedora, um projeto desafiador e verdadeiramente gratificante.

Ainda no auge da O2E, tomamos uma decisão transformadora: dissolver a empresa. Isso foi impulsionado pelo desejo de traçar novos projetos, pessoais e profissionais. E foi nesse momento que nasceu a Pathus Engenharia Consultiva. Nessa nova empreitada, trago para o mercado de construção e incorporação toda a experiência acumulada em obras, consultoria e gestão, construída ao longo de 25 anos no cenário da engenharia.

Estou verdadeiramente entusiasmada em compartilhar conhecimentos, experiências e oportunidades de negócios no setor da construção civil. Vamos juntos construir um futuro mais sustentável e eficiente, onde a prevenção de patologias se torna a base para o sucesso de empreendimentos duradouros e bem-sucedidos.

Venha, embarque nessa nova jornada comigo! E fique de olho nas próximas publicações!

Compartilhe: